E
por me despetalar me renovo,
Por
um momento teu rosto não roço;
Já
não me assemelho à imagem da flor,
Porém,
ainda hei de seu cheiro repor.
Por
meu destino ser um helianto*,
que
ao Sol, sublime bem quer tanto e tanto,
Eu
me deixo renovar minhas pétalas
Cada
sonho de mim, todas as células.
E
se a morte de mim-flor for destino,
Final
ato que com olor assino,
Deixo
em ti minha formosa lembrança.
Pois
até onde teu coração alcança,
Sei:
não haverás tu tão cedo olvidar
Da
flor que fui debaixo do luar.
(Luciene
Lima Prado)
*girassol
Há um blog com poemas de primeira linha. É só acessar: http://poesiadearnaldoleles.blogspot.com/
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