sábado, 14 de junho de 2014

SONETO DO AMOR ÍMPAR

Assim que vier até mim a saudade,
Terei fechado todas as janelas
Desta minha alma sem felicidade,
Embebecida em inúmeras sequelas.

A falta que deveras me provocas
Não haverá de me suscitar a morte;
Porque a ausência com que tu me tocas,
Faz das minhas fugas meu passaporte.

Lembrar-me-ei de ti pela vida inteira,
Nestas tarde insípidas e insossas,
Mesmo ao aparecer a estrela primeira.

Deitar-me-ei sobre a lembrança de ti,
Que em todos os momentos tu me endossas,
Pois mantém-me viva o que não vivi.

(Luciene Lima Prado) 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

INSTANTE INFINITO DE ALGUMA POESIA


Prepara-te para o pleno luar
Que se reflete no azul marinho.

Sobre um veleiro roçando o mar,
Rascunha o teu solitário caminho.

Todavia, o teu trilhar busca um destino;
Não tão comprido nem transitório.


Queres tu o evo mais cristalino
Contido no teu coração-oratório.

Eis que surge a Lua e em ti repousa,
Com rosto intrigante de poesia.

Teu pensamento feito mariposa
Navega pela tímida maresia.

Gotas de versos invadem fronteiras,
rabiscam o veleiro que velejas.

E pensar que tudo cabe em tuas algibeiras,
Como cabe uma vida toda nos lábios que beijas. 

(Luciene Lima Prado)

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