quinta-feira, 9 de julho de 2015

ESTRELA QUE NÃO SE VÊ


Aquele quadro a enfeitar a sala 
Carrega consigo minhas lembranças:
As que nunca cheguei a ter (talvez).

Uma terna pintura que me embala,
Penteando de sonhos minhas tranças
Enquanto esqueço minha palidez.

Põem-se a zanzar sobre aquela serra,
De tão perfeitas cores, formas e linhas,
Os sonhos que a vida às vezes entorta.

Naquela pintura que minhas dores enterra,
Deixei mergulhar as quimeras minhas
Para olhar a vida, atrás de mim, pela porta.

Luciene Lima Prado  

Um comentário:

  1. Que lindo Lu!
    Você com seu poetizar diferenciado e elegante.
    Que bom que a poesia vem nos agasalhar neste inverno que imagino esteja rigoroso por ai.
    Uma linda inspiração em perfeita construção.
    Carinhoso abraço amiga.
    Não desapareça.
    Bju de paz.
    Um lindo fim de semana de paz no coração.

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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