quinta-feira, 9 de julho de 2015

ESTRELA QUE NÃO SE VÊ


Aquele quadro a enfeitar a sala 
Carrega consigo minhas lembranças:
As que nunca cheguei a ter (talvez).

Uma terna pintura que me embala,
Penteando de sonhos minhas tranças
Enquanto esqueço minha palidez.

Põem-se a zanzar sobre aquela serra,
De tão perfeitas cores, formas e linhas,
Os sonhos que a vida às vezes entorta.

Naquela pintura que minhas dores enterra,
Deixei mergulhar as quimeras minhas
Para olhar a vida, atrás de mim, pela porta.

Luciene Lima Prado  

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