sábado, 14 de junho de 2014

SONETO DO AMOR ÍMPAR

Assim que vier até mim a saudade,
Terei fechado todas as janelas
Desta minha alma sem felicidade,
Embebecida em inúmeras sequelas.

A falta que deveras me provocas
Não haverá de me suscitar a morte;
Porque a ausência com que tu me tocas,
Faz das minhas fugas meu passaporte.

Lembrar-me-ei de ti pela vida inteira,
Nestas tarde insípidas e insossas,
Mesmo ao aparecer a estrela primeira.

Deitar-me-ei sobre a lembrança de ti,
Que em todos os momentos tu me endossas,
Pois mantém-me viva o que não vivi.

(Luciene Lima Prado) 

2 comentários:

  1. Saudade das tuas letras incomparáveis!

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  2. Perfeito Soneto.
    A ausência é uma companheira estranha mesmo.
    Abraços

    ResponderExcluir

Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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