domingo, 23 de janeiro de 2011

SONETO À BEIRA DO CAMINHO



Amo como se nada mais esperasse,
Cheirando a petúnias e num impasse;
Tudo que faço é amar em solidão,
Como só é Antares em Escorpião.



Não sei da agonia de amar no vazio,
Se é pecado amar sentindo frio;
Eu sei apenas do amor e do infinito,
Tão pesados para meu ser restrito.


O que é do amor sem a pessoa-destino?
Uma nebulosa se construindo
Num espaço alheio dentro de nós.



Por isso, nada espero de tudo;
E no desespero do clamor surdo,
Já não acompanho o voo do albatroz.

(Luciene Lima Prado)


10 comentários:

  1. LUCIENE, PASSEI POR AQUI E DEIXEI POESIA!


    Lua cheia posta entre montes
    Uma brisa suave toca a flor
    Correm para os rios as fontes
    Inda achas um soneto sem valor?
    E és poetisa, não uma simples fada,
    Na alma tens os versos, líricos cada
    E meu amor de irmão, és muito amada!

    SEDNAN MOURA

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  2. Que lindo, Lu é uma sensação gostosa de ternura que nos invade ao ler e reler seus poemas,muitos de uma delicadesa sublime como este, o amor e que amor. Sente-se solidão, mas é tão bom amar. Beijos no coração querida. Boa noite e uma linda semana para ti.

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  3. "Eu sei apenas do amor e do infinito"
    Amor quase transcendental, amor integral...
    Tocou-me fundo, Luciene!

    Beijo :)

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  4. Eu adorei. Também gosto de explorar os elementos do Universo. "Uma nebulosa se construindo" simplesmente magnífico.Abraços. E segui, como poderá ver o minha foto no facebook é a do Jorge Vercillo. É que eu sou muito fã dele.

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  5. Amo as flore, amo o frio, o espaço infinito, achei lindo seu poema, amor sem ter destino, lindo. Beijos no coração querida.Uma boa tarde pra você.

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  6. Que poema gracioso, lindo. Amei esses versos, Luciene. Amei!

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  7. Belos versos para o soneto perfeito.Coisa da arte de se inspirar e poder voar na sombra do albatroz.E assim amar e amar sem misterios. Gostei Lu.Por que ainda nao tinha lido este texto? Meu abraço de toda paz e luz.

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  8. Venha como uma gaivota
    e voaremos juntos
    aos lugares mais distantes.
    Pois as asas da imaginação
    acende a fantasia
    sem abrir a porta do quarto...


    Poeta Francis Perot

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  9. - A coisa mais fascinante do do mundo a meu ver, são versos belos, como os seus, sou estonteantemente envolto em poesias, e chegar até aqui, né; chegar até você, ler um poemqa tão peculiar, um poema que emerge vocábulos junto a alma, quiçá poetisa seu destino é mesmo ser a dama dos vocábulos, não me importo se você se irritar com esta expressão, meu desejo não é esse e sim mergulhar de cabeça e em sonhos no seu soneto a beira do caminho: "O que é do amor sem a pessoa-destino?/Por isso nada espero de tudo" versos que me deixa cada vez mais apaixonado por você ou! desculpe; pela sua poesia. Linda, linda, linda. Mário Bróis (em tempo: a imagem usada neste soneto, é tão eterna quanto a gravitacionalidade de teus vocábulos). Bjs.

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  10. - Estimada poetisgostaria de saber se como seguidor, poço postar um poema de minha autoria, ao mesmo tempo expressar que o meu está a sua disposição, quero que você poste o Soneto a beira do caminho, achei lindo.Mas qiuero um acesso ao seu. Como devo peossseguir. poemasemguardanapos@gmail.com. Uma abraço de quem te admira. MÁRIO BRÓIS.

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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