quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SONETO DOS RIOS


Teu trajeto: no encontro de dois rios,
Correndo em direções contraditórias;
No meio de alguns sinais, perdas e glórias,
A sentir: prazer, tédio e... calafrios.

Transitas entre escolhas: sim e não;
Não sabes em que mar tudo termina,
Nem esperas passar a chuva fina,
Tampouco qual é a exata direção.

Quando à sombra chegar, pare e descanse,
Sinta o olor das ilusões a longo alcance;
Que o fascínio te torna bem mais vivo.

Tu, agora entre rios , siga teu curso
Com razão mais um pouco de teu impulso,
Pois, no fim, desaguar é teu objetivo.

(Luciene Lima Prado)

9 comentários:

  1. Que bom que voltou a postar e esse soneto é tão lindo que penetra em nós como leito do rio no Grand Canyon.Beijos

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  2. OI LUCIENE...
    EIS-ME AQUI DEGUSTANDO DO SEU DOCE BLOG.
    DIZER QUE VOCÊ É UMA POETISA "ARRETADA",
    É O MESMO QUE CHOVER NO MOLHADO. VOCÊ
    SABE DA MINHA ADMIRAÇÃO POR SUA OBRA DESDE
    O TEMPO DO RECANTO DAS LETRAS. PARABÉNS!!!

    BEIJOS DE DILSON POETA - NATAL/RN.

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  3. Agradeço sua presença em meus blogues. Encontrei seu comentário na caixa de spam, imagine. Por isso a demora em liberar.
    Gostaria de saber se você é a Luciene que assina os textos. O poema aqui posto tem um sabor antigo e formal, sabor que me apetece, intensamente, o paladar. O antigo é um adjetivo positivo aqui, nesses tempos de apelo a uma poesia fácil e nem sempre poesia.
    Eliane F.C.Lima

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  4. oh Luciene, contente por ter-te de volta, quanto tempo moça.
    gosto da tua poesia, tanto :)))
    feliz por não teres esquecido de mim.
    vem sempre Amiga :)
    beijo.

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  5. Poetisa amo sonetos. Esse que acabei de ler flui extraordinariamente a leveza da harmonia carregando sublimes sentimentos que revelam os versos e desaguam por fim no êxtase embriagado em nossa alma.

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  6. - Estar presente aqui no seu blog, onde nos deparamos com uma encíclica de beleza, feito rosas entrincheiradas em mil buquês asfalto acima e abaixo, é prazeroso. Poema dos rios, representa para mim uma espécie de encontro entre Sidarta (o gotama) e a poetisa Luciene Lima Prado, na beira de um rio onde ambos dialogam com ás águas. O que há de comum, claro! a poesia: "No meio de alguns sinais; perdas e glória/Nem esperas passr a chuva fina" são versos que a autora administra com sapiência, pois envolve o leitor, aliás; induz o leitor a se sentir um rsonagem do enredo. ...Mário Bróis....

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    Respostas
    1. Primeiro, venho aqui, para agradecer, por ter comentado no meu blogue, e revelar com isso, a minha satisfação e o meu contentamento. Depois, quero dizer, que estou seguindo voce, no seu blogue. Por ultimo, quero parabenizar-te, pela postagem, pela qualidade do poema, por essa simpatia que é o seu blogue. Na Cidade, em que eu nasci, lá no interior do Maranhão, tem um rio ( Mearim), é muito mais belo que o Tejo, e muito mais fascinante, que o deslumbro de um sonho.
      Tenha um final de semana, agradavel

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  7. Assim como um rio que tem um destino,que para isso enfrenta todo tipo de adversidade para se entregar ao mar.Lindo demias este poetar rico e cheio de reflexão.Um abração seja bem vinda,lá se foram meus lamentos tantos pela volta.Vamos juntos em 2012 nesta sintonia.

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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