sábado, 20 de novembro de 2010

OVELHA DESGARRADA

Pelas calçadas,
De folhas cobertas,
Ando como criatura abjeta.
Do amor me escondo,
Disfarço-me, adormeço.
Dos pecados não me afasto,
Vivo a segui-los sem sabor.
Dia e noite de choros ocultos,
Sussurrando orações em vão,
Sinto morrer, aos poucos,
A minha alma desgarrada.
Por que, Senhor,
Apesar de tudo isso que sou,
Tu vens como um auxílio
E seguras minha mão nesta travessia?

(Luciene Lima Prado)

5 comentários:

  1. Segura sempre as nossas mãos, sim, Luciene!! Linda poesia. Que a paz esteja contigo e que o Pai Eterno tranquilize o seu lindo coração!! Um grande beijo, bom final de semana, boa noite :)

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  2. BELÍSSIMO COMO SEMPRE MUITO SENTIMENTO...PAZ E LUZ!

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  3. Olá, Luciene.

    São as ovelhas desgarradas que precisam ser recolhidas. Deus é fantástico, e, por mais que não consigamos entendê-Lo de pronto, Ele sempre está ali, colocando novos caminhos diante de nós. Não importa o quanto erramos, Ele sempre dará um novo momento para que possamos melhorar e tentar enxergá-Lo como deveria ser feito.

    A travessia é árdua e longa, mas reconfortante, se pensarmos nos ganhos que teremos em relação ao nosso espírito.

    Um lindo poema.

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  4. Lindo seu poema, como sempre.Feliz domingo pra você, beijos.

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  5. Como ovelha desgarrada, porém, bem segura nas mãos do Todo Poderoso Senhor... Isto é tudo de bom... Ótimo... Assim, você vai ao longe e galgará ao mais alto pedestal... Parabéns e abraços poetanos...

    Antonio Cícero da Silva(Águia), escritor e poeta.

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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