terça-feira, 9 de novembro de 2010

SONETO DA CANTIGA AO LONGE


Além das cercas: probabilidades
Ou um encontro indesejado com Hades;
Quisera eu não ter medo das alturas
E, do meu amado, acreditar nas juras.

Detém-me, uma dúvida parasita,
Que no meu mortiço sangue transita
E se mistura aos meus próprios enganos,
Oriundos de outros tons, outros anos.

Se minha alma penará, não sei,
Ou, então, se paz presumível terei;
Resta-me a incerteza carrasca e cega.

Quem, pois, me contará sob esse céu
Que ainda terei como menestrel,
Aquele que meu sentimento rega?

(Luciene Lima Prado)

9 comentários:

  1. Vim deixar meus aplausos...
    E meu muito obrigado
    Pelos sentires tão somente,
    .................... Alma!!!

    Beijosssss...
    No teu terno coração!!!
    Iza

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  2. Luciene este soneto é lindo demais, estas perguntas trago comigo também ou questões,o que teremos que enfrentar sozinhos e vislumbrar sozinhos e não poder compartilhar, o que será.. o que será....LINDO REPLETO DE EMOÇÕES para quem é sensível.

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  3. Muito lindo seu poema, como sempre, tudo de bom pra você,beijos.
    Tem selos de presente pra você no meu blog, passe lá e pegue, beijos.

    Ventosnaprimavera.blogspot.com

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  4. Arnoldo, você já tinha me dito para pegar os selos... Aí peguei um só, e já está bom demais! Obrigada de novo!

    Abraços.

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  5. Luciene, a tua poesia é de uma profunda sensibilidade.
    Como um espelho, teu e de tantos outros.
    Muito real, traduzindo muito bem as dúvidas cruas que nos mordem.
    Todos exigimos dos outros a verdade.
    Ninguém acredita na verdade dos outros...

    Gosto muito de te ler!
    É soberba a tua poesia!
    Beijos.

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  6. A dúvida é atroz mas o soneto é um atenuante tão lindo que a gente eaté se esquece da dúvida ao final. rsrs. Adorei! Abraços. paz e bem.

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  7. Você não só tece poemas,
    você planta e fia o algodão.

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  8. Oi, desculpe só agora responder aos seus comentários. Tenho tido muito pouco tempo pois a dedicação ao meu livro e aos estudos não me permitem gastar mais do que escassas horas na internet, e isso tira a minha possibilidade de responder a todos os comentários. No entanto, eu sempre visito os blogues que sigo, incluindo o seu. Embora não comente seus poemas não quer dizer que não os leia e não goste deles, pois eu adoro-os. Prometo tentar dar um pouco mais de atenção ao seu blog daqui em diante.

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  9. Já comentei este soneto, no Recanto, mas aqui encontro outras joias lindas. Encantado com a beleza e a estética do teu 'blog', Luciene. Tudo escrito e disposto com muito esmero, ordem e carinho. Voltarei sempre para apreciar o Belo, em tua página. Abraço, querida poetisa baianíssima. Beijos, GS.

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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