sábado, 23 de outubro de 2010

SEM BELEZA

Vou assim:
De sobrancelhas sérias,
Lábios tímidos,
Roupa fechada
Em meu corpo invisível.

Vou sem esperar:
Beijo da estrela da sorte,
Toque suave dele,
Perspectivas,
Um copo de vinho,
Insônias.

Bem que eu queria:
Uma taça de vinho
Para minha vida minúscula;
Como um banho inteiro,
Um choque prolongado,
Um curto-circuito
Na minha existência supérflua.

Só uma gota de vinho: luz neon das idéias.

(Luciene Lima Prado)

2 comentários:

  1. Muito obrigado. Já estou a seguir :D

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  2. Olha Luciene, este poema ficou muitíssimo belo. Parabéns poetisa!

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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