domingo, 10 de outubro de 2010

ÉBRIO

Palavras poucas, sentimento tanto...
E o vinho se perde dentro do corpo;
Faz do espírito um transeunte absorto
Ante a vida que se quebra de espanto.

Hão de surgir outros corpos, descalços:
Quem sabe, sem voz; quem sabe, poetas,
Em ideias embriagadas, mas diretas,
Com a certeza dos risos não falsos.

Num momento de confusa ressaca,
Quase morrer e esquecer-se do vinho,
Descobrir-se um ser escasso e sozinho.

Com um grito, cortar a dor que ataca,
Porção a porção, a existência doentia
Que, ainda infeliz, tem sua serventia.

(Luciene Lima Prado) 

5 comentários:

  1. Querida Luciene, versos com alma e com sentimento. Toda vida tem a sua serventia. E a sua, com certeza, nos traz muita alegria. Obrigada pela partilha de sua bela poesia. Um bom final de domingo, boa noite amiga :)

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  2. Muito lindo seu poema, parabéns pela inspiração.Tem selos de presente pra você no meu blog http://ventosnaprimavera.blogspot.com
    na postagem EU E O IPÊ, passe lá e pegue, beijos

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  3. Pessoinha, fico impressionada de como seu coração canta os sonetos, eles saem assim bailantes, dançantes mesmo, e os olhos de quem lê começa a dançar no mesmo ritmo..
    Parabéns Lú..
    beijos..

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  4. Bonito demais, Luciene!

    "Num momento de confusa ressaca,
    Quase morrer e esquecer-se do vinho,
    Descobrir-se um ser escasso e sozinho."

    Bom demais estar aqui para "te ler."

    Bjs, bom fim de semana. E inté!

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  5. De você minha amiga, brotam versos, com a mesma beleza e facilidade com que aparecem estrelas no céu!
    Que soneto mais lindo...muito lindo!
    Beijo carinhoso
    Bea

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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