sábado, 4 de setembro de 2010

CAMINHO VERSIFICADO


Eu derramo versos no meu caminho,
Com um gosto de sal e de gaivotas.
Desfio segredos em um pergaminho;
Entre céu, terra e mar desenho rotas.

Deixo o vento transportar meus poemas,
Além das borboletas sem quintais;
Porque ele vem com cheiro de alfazema
E leva até meus sonhos ancestrais.

Eu faço dos versos minha calçada
E me deixo levar pela poesia,
Sem me importar se poderei cair.

Mesmo que minha verve rodeie o nada,
Quero apenas ao clarear do dia,
Estender meus versos num ir e vir.

(Luciene Lima Prado)

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