quinta-feira, 9 de setembro de 2010

AUTORRETRATO POÉTICO

Noutro espaço tenho o peso das vírgulas,
O contexto reto das canções frívolas;
Não sou artista em terra que não me cabe,
Meu destino está onde não há chave.

Não me deslumbro com criações ridículas,
Mas sim com a dureza das penínsulas,
Das quais te vejo partir tão suave,
Carregando na alma o que ninguém sabe.

De outra dimensão avisto teus desejos
Com meu olhar aliviado de ensejos,
Numa pontuação jogada à fortuna.

Não me define o que tem alguma lógica,
Porque seria eu só uma verdade trágica
Escondida numa canção noturna.

(Luciene Lima Prado)

6 comentários:

  1. ''...Não me define o que tem alguma lógica,...''

    assim como as cores quentes q reproduzem alegria,
    abraços q me façam acreditar no amor, sonhos q nunca são q me acordam com a realidade inversa...

    belo texto..me fez existir...
    pazz

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  2. Parabéns pelo blogue, Luciene. Não deseje nunca parar de escrever. Esse é um talento que não temos o direito de deixar para trás.
    Agradeço, também, sua visita a meu blogue.
    Eliane F.C.Lima (http://poemavida.blogspot.com)

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  3. Olá Luciene!

    Belíssimo soneto! Uma composição difícil e bem elaborada, e com o sentimento como fundo, gostei muito!

    Abraços poéticos!

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  4. Soneto lindo e original, parabéns e tudo de bom pra você,beijos

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  5. Tem selos de presente pra você no meu blog
    http://ventosnaprimavera.blogspot.com

    passe lá e pegue, beijos

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  6. Um poema profundo que define seu perfil. A muda de espaço, o que você faz, onde você é o divisor, ou a vírgula... Onde não há chave... tua liberdeade é o seu guia etc.

    Acho que entendo o gênio do seu talento.
    Geraldo Altoé

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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