terça-feira, 7 de setembro de 2010

SERIGUELA

Eu quero o gosto da minha terra,
A simplicidade que nada me cobra.

O alimento futuro, que a gente enterra,
Cultivamo-lo com fé de sobra.

Eu quero da canção a beleza regional,
Que outras vogas não entendo.

Minha janela tem perfume floral,
Minha cerca de quiabento é sem remendo.

Não venha cantar outros mundos,
Não creio na Lua do outro lado.

A minha Lua nasce nos fundos
Do meu quintal estrelado.

(Luciene Lima Prado)

2 comentários:

  1. Minha amiga....teu poema me trouxe tanto encantamento!!!
    Vontade de mergulhar em cada verso, viver cada instante!!
    Lindo demais!!
    Parabéns pelo blog lindo, delicioso de estar!!
    Já estou como tua seguidora e voltarei sempre!
    Beijão com carinho
    Bea

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  2. Olá Luciene, não pude resistir a ler SERINGUELA, uma frutinha que me remete a infância, quando viajava para o interior de São Paulo visitar meus primos ! Amei as frases, unidas pela lembrança. Até mais e Fik na paz !

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Agradeço a todos pelos comentários! Tudo de melhor para vocês! Um abraço apertado!

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